5 líderes de finanças compartilham os seus segredos para preencher uma vaga de CEO

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Procurando o perfil ideal para preencher uma vaga de CEO? O candidato perfeito pode estar sentado no seu departamento de finanças. A familiaridade de um CFO com o papel de liderança e o funcionamento interno da empresa pode fazer com que essa transição seja um processo natural – mas não é assim tão simples como apenas trocar uma letra no título do seu cargo.

“É uma progressão natural para uma pequena porcentagem de CFOs”, diz Chris Bull, cofundador e sócio-gerente da McDermott & Bull, uma empresa de procura de executivos da Califórnia. Bull diz que muitos CFOs se veem como líderes financeiros que não desejam as responsabilidades adicionais de um CEO. Porém, existem aqueles que veem o papel de CFO como um passo para se tornar um CEO.

“Aqueles que fazem esse movimento costumam ter uma mentalidade capaz de ver o processo como um todo, tem fortes habilidades de liderança e são mentores”, reforça Bull. “Os CFOs que têm sucesso nessa mudança costumam ter CEOs cujos comportamentos eles conseguem emular”, completa.

Pedimos a 5 CFOs que viraram CEOs para que eles compartilhassem seu principal conselho para os líderes do setor de finanças que estão de olho em chegar ao topo da carreira e quais as lições que eles aprenderam nesse longo caminho.

Nem muito arriscado, nem muito tímido

Antes de Arne Sorenson se tornar presidente e CEO do Marriott em 2012, ele foi vice-presidente executivo, COO, presidente europeu de hospedagens continentais e CFO.

Na conferência Wall Street Journal CFO Network, em 2013, Sorenson disse que um CFO é a escolha natural para se tornar CEO, uma vez que eles são confiáveis para examinar todos os aspectos comerciais e fazer perguntas inquiridoras. Durante a sua jornada, Sorenson que tanto aqueles que arriscam demais quanto aqueles muito cautelosos nas finanças podem acabar virando CEOs problemáticos.

O que buscar: conjuntos de habilidades transferíveis

Fred Parrish teve diversos papéis financeiros antes de se tornar CFO e fundador da The Profit Experts. Ele atuou como contabilista, controlador, vice-presidente executivo e diretor financeiro em empresas públicas e privadas e em corporações de vários bilhões de dólares.

Ao longo dos seus 37 anos de carreira, Parrish aprendeu que “como CFO você é o responsável por fazer as análises e as previsões financeiras, mas a decisão final é sempre do CEO”. Uma vez que você esteja atrás da mesa como CEO, pode ser que você não precise lidar diretamente com análise financeira ou previsões, mas esses talentos continuam sendo valiosos.

Ganhe uma nova perspectiva

Alguns CFOs trocam de papel por um período temporário, o que pode ajudá-los a ganhar mais experiência e transformá-los em líderes melhores. Errol Olsen, CFO da Absolute Software, foi CEO interino da companhia entre 2013 e 2014.

Ele escreveu no site CFO.com que enquanto os CEOs tomam decisões baseadas no mercado e nas perspectivas estratégicas, os CFOs consideram mais o valor para os acionistas. Isso, escreveu Olsen, “adiciona um aspecto de consideração financeira no processo de decisão tomado pelo CEO. Por exemplo, ganhar maior participação de mercado não leva valor para o acionista, a menos que haja um caminho definido para a rentabilidade a longo prazo”, explica.

Mas enquanto CEO Olsen percebeu que ele não poderia apenas focar em números. “Eu percebi que nem tudo é binário. Estou aprendendo a aceitar isso e me apegar em dar alguns votos de confiança, assim como estou aprendendo tomar decisões de uma forma mais intuitiva”.

Abrace a ambiguidade

Irv Rothman, CEO da HPE Financial Services desde 2002, teve múltiplos papéis de liderança ao longo da sua carreira. Ele foi CFO da AT&T Credit Corporation em meados dos anos 80 (depois serviu ainda como COO), e foi CEO da Compaq Financial Services.

Na série “From CFO to CEO: The Next Natural CFO Progression”, de 2014, Rothman disse que os CFOs que querem se tornar CEOs precisam a trabalhar nas áreas cinzas, sem depender exclusivamente dos números.

“Você tem pontos-cegos quando você vem de uma carreira financeira”, ele disse. Você não vê as áreas cinzas muito bem e, quando você é CEO, não existe mais informação perfeita”, destacou.

Apele para as emoções dos colaboradores

Gary Burnison é CEO da Korn Ferry, uma empresa de gestão de pessoas e consultoria organizacional. Antes disso, ele foi CFO e COO na mesma companhia. Ele sabe bem quais são os desafios inesperados que os líderes de finanças enfrentam quando assumem um papel executivo.

“CFOs tendem a ser muito lineares em sua abordagem, o que é consistente com um cargo cujo escopo é definido de forma mais estrita e onde as regras e regulamentos são importantes”, ele diz. “Porém, os CEOs estão menos propensos a dizer às pessoas o que elas devem fazer ao invés de dizer a elas o que elas devem pensar”.

“Os CEOs não podem se esquivar do seu papel de motivadores”, ele diz. “Motivar e inspirar as pessoas, mostrar otimismo frente aos desafios e estar altamente sintonizado com os outros assumiu grande importância”, destaca Burnison, falando sobre as suas responsabilidades como CEO.

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