A logística 4.0 para a indústria e o varejo

Logística é um dos setores que mais poderá se beneficiar das novas tecnologias se as empresas decidirem investir nesse segmento.

A Indústria 4.0 entrou no vocabulário de muitos executivos, que buscam as melhores maneiras de estruturar a sua manufatura para o uso das tecnologias necessárias para tal. Mas, se a produção de itens está em linha com as boas práticas e tendências de mercado, a logística 4.0 para a indústria e o varejo também poderia existir?

Recentemente, o nosso blog mostrou que a Amazon está investindo em um novo projeto para melhorar a eficiência de sua entrega, por meio do uso de drones. O principal objetivo é garantir que as entregas sejam feitas em até 30 minutos. Ainda há muitos detalhes a serem superados – até mesmo questões de regulamentação sobre o uso dos drones nas cidades –, mas a iniciativa mostra uma tendência para o futuro (e algo já esperado pelos consumidores).

O que mais se esperar deste processo logístico?

Não é segredo que a logística é um dos gargalos do país. A situação das rodovias e a dificuldade para escoar a produção são barreiras para a concorrência, sobretudo para as empresas que competem em um cenário internacional. No entanto, é possível tornar os processos, especialmente os internos, mais eficientes e ganhar em competitividade.

No conceito de Internet das Coisas – integrado à Indústria 4.0 –, será possível monitorar e acompanhar o desempenho de cada uma das etapas da cadeia produtiva, inclusive a entrega de produtos. Nesse sentido, vale a pena investir em algumas tecnologias que podem aumentar essa eficiência. O propósito por trás dessas tecnologias é a utilização máxima da capacidade produtiva, reduzindo ao mínimo a ociosidade das máquinas.

Logística 4.0: conectada, rápida e inteligente

Como toda revolução, a logística 4.0 não é algo ao qual pode ser atribuída uma data precisa e nem tampouco é um sonho distante. Ela já faz parte da realidade de muitas empresas pelo mundo e suas características se tornaram um dos diferenciais competitivos mais desejados nos últimos anos.

A partir de resultados obtidos com big data e cloud computing, a ideia aqui é usar sensores e sistema de controle de forma que as máquinas se mantenham conectadas 24 horas e que essas informações possam viajar em tempo real. A logística, portanto, passa a ser conectada, rápida e inteligente.

Com isso, o foco de melhoria é direcionado para diminuição do lead time; redução de estoque próximo ao zero; virtualização por meio de sistema de monitoramento; visão integrada da cadeia de suprimentos; e gerenciamento e gestão mais eficaz de armazéns mediante soluções de TI. Em resumo: nada será igual daqui em diante.

O uso de tecnologias RFID

Uma comunicação de curto alcance, as etiquetas RFID podem ser lidas de forma automática por meio de sensores que serão instalados na saída da fábrica ou do centro de distribuição. Dessa forma, ganha-se velocidade na leitura das informações, evita-se a necessidade de trabalho manual de leitura de informações, entre outros benefícios. Esses dados podem ser atrelados a um sistema de gestão, simplificando o acompanhamento das informações.

As vantagens que tal tecnologia traz para o negócio são inúmeras. Prevenção de furtos e mercadorias falsificadas; localização em tempo real; maior durabilidade das etiquetas; maior velocidade nos processos de expedição; possibilidade de armazenamento, envio e leitura dos dados à distância e em massa; e redução dos custos com o trabalho, otimizando a mão de obra e o tempo.

Uso de robôs será ampliado

Existe a tendência de que, com o passar do tempo, cada vez mais se reduza o envolvimento da força de trabalho humana. O uso de robôs e de inteligência artificial vai refletir em mais eficiência, menor tempo para a execução de tarefas e redução de equívocos cometidos. Aquelas tarefas repetitivas ou que não requerem nenhuma habilidade especial poderão ser facilmente realizadas pelas máquinas.

Isso significa que os trabalhadores na área de logística deverão assumir outros papéis futuramente. Não se trata de dispensar a mão de obra humana, mas sim de qualificá-la e adaptá-la para que possa se encarregar de mais tarefas de planejamento e ação do que de monitoramento e execução. Há muito espaço para crescimento, mas é preciso compreender o papel das novas tecnologias dentro de cada contexto.

A palavra-chave aqui parece ser planejamento. É nesse contexto que um maior número de oportunidades deve surgir e caberá ao profissional de logística ser peça decisiva nesse processo, sendo capaz de aglutinar em prol da produtividade e da eficiência os mais diversos tipos de técnicas e tecnologias disponíveis no mercado.

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