Como administrar o Capital de Giro da sua empresa

Dinheiro em caixa. Esse é um dos maiores desafios enfrentados pelas empresas na atualidade, especialmente as menores. Não basta apenas operar acima do ponto de equilíbrio, é preciso ter um valor à disposição para eventuais emergências e também para os investimentos necessários ao desenvolvimento da companhia. Porém, como administrar o Capital de Giro de forma eficiente permanece sendo um desafio diário para empreendedores e gestores.

Em muitas ocasiões, é preferível usar o próprio dinheiro do que recorrer a financiamentos e empréstimos com juros exorbitantes. Se o acúmulo de Capital de Giro é um problema para você, algumas das nossas dicas podem dar uma luz para as suas ideias.

Capital de Giro: um item essencial

Antes de tudo, é importante que você compreenda bem o que é Capital de Giro. Não podemos dizer que todo dinheiro disponível no caixa de uma empresa é Capital de Giro, pois uma parte dele pode estar destinada ao pagamento de contas essenciais, tarifas e outras taxas. Sendo assim, a melhor definição de Capital de Giro é que falamos de um dinheiro que está “livre” e pode ser guardado por um determinado período.

Portanto, o que em um mês pode ser Capital de Giro no outro pode se tornar um valor para cobrir as despesas caso você esteja operando abaixo do ponto de equilíbrio. Em outras palavras, isso faz com que o Capital de Giro esteja sempre vinculado a um “prazo de validade”, por isso sempre é importante buscar ampliar o seu caixa para aumentar a folga.

Como calcular a necessidade de Capital de Giro

Para descobrir qual é o valor mensal que você precisa faturar para poder manter ou ampliar o seu Capital de Giro existe uma fórmula. Primeiramente, no entanto, você deve ter claros quais são os seus custos fixos, ou seja, quais valores compõem o capital necessário para se atingir o ponto de equilíbrio.

Em seguida, faça o cálculo do volume de vendas necessário não apenas para se atingir o ponto de equilíbrio, mas também o lucro. Lembre-se de levar em consideração os seus estoques. Se ao final do mês seu lucro é de R$ 10 mil, mas R$ 5 mil estão comprometidos com a compra de estoque para o mês seguinte, então seu Capital de Giro é de apenas R$ 5 mil – e válido por um período de 30 dias (levando-se em consideração o seu ponto de equilíbrio).

No caso de um mês cujas vendas sejam mais baixas, o valor pode não ser suficiente para cobrir as despesas por um período de 30 dias. Portanto, esse é um cálculo que deve ser atualizado constantemente.

Tipos de Capital de Giro

Em um cenário ideal, o Capital de Giro é formado apenas pelo dinheiro recebido pela empresa a partir das suas vendas. Entretanto, é comum que as empresas tenham que recorrer a empréstimos, financiamentos ou companhias de investimento. A questão é analisar com cuidado se a taxa de juros a ser paga compensa a adoção da estratégia.

Lembre-se que, em alguns casos, tomar um empréstimo não é recomendável. Isso porque os valores de parcelas a serem pagos vão se tornar mais um item na composição do seu ponto de equilíbrio, tornando a manutenção mensal da sua empresa mais cara. Em um período de crise, cortar gastos se mostra uma solução mais eficiente do que contrair uma nova dívida.

Gerenciando o Capital de Giro

À medida que o seu Capital de Giro aumenta, aumenta também o seu prazo de validade, isto é, o tempo que você tem de sobrevida para cobrir despesas caso o faturamento diminua. Nesse caso, o dinheiro acumulado não precisa – e não deve – ficar parado. Quanto maior for o seu prazo, maiores podem ser os lucros obtidos em investimentos.

Nesse caso, a melhor estratégia é negociar diretamente com o gerente do seu banco para descobrir quais as opções são mais recomendadas para investimentos de 3 meses, 6 meses, 1 ano ou períodos acima disso. Lembre-se de, ainda assim, manter uma espécie de reserva com saque flexível para ser utilizada em curto prazo.

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