Você escolheu o sócio certo para sua empresa? Saiba como escolher um sócio

Confira algumas dicas para encontrar o parceiro ideal de negócios e garantir o sucesso da sua empresa. Afinal, escolher um sócio é tão importante quanto escolher o seu cônjugue.

Não há nenhuma dúvida de que seguir em frente sozinho é mais complicado do que se você tiver um parceiro. Porém, só de pensar em como escolher um sócio muitas pessoas já têm calafrios. Essa é uma das partes mais delicadas de um negócio em estágio inicial – e uma escolha errada pode colocar tudo a perder.

Escolher um sócio é como iniciar um relacionamento. Você precisa encontrar valores em comum com a pessoa, saber quais são as suas perspectivas futuras e, principalmente, se ambos estão dispostos a trabalhar na mesma medida para conseguir obter o sucesso que você tanto almeja. Nesse artigo, trazemos algumas dicas para você levar em consideração na hora de escolher um sócio para o seu negócio:

1. Escolha alguém com valores parecidos com os seus

Não se trata de encontrar alguém igual a você, pois isso é impossível. O que estamos falando é sobre a importância de que a pessoa escolhida tenha valores morais e éticos parecidos com os seus. Se você condena certas atitudes, por exemplo, não se sentirá à vontade de ter um sócio cometendo tais atos dentro da empresa.

Obviamente, não é simples perceber isso logo de imediato. Muitas vezes, é somente nos momentos de tomar decisões difíceis que o verdadeiro caráter das pessoas se revela. Por isso, o melhor conselho, caso você não conheça muito bem a pessoa em questão, é conversar bastante (bastante mesmo) para que ambos possam se conhecer melhor.

2. Busque capacidades técnicas complementares

Você vai precisar de alguém como sócio que tenha uma boa capacidade técnica e se elas forem complementares às suas, melhor. É muito comum que pessoas de uma mesma área costumem se unir para montar um negócio: dois cozinheiros, dois jornalistas, e assim por diante. Porém, gerenciar uma empresa envolve muito mais do que fazer um bom trabalho técnico.

Será preciso vender os produtos, fazer propaganda deles e gerenciar a contabilidade. Portanto, se o seu sócio tiver conhecimentos complementares aos seus, melhor, pois isso fará com que você economize na contratação de profissionais no início da empresa. Cada um deve ter as suas responsabilidades claramente definidas.

3. Comprometimento em primeiro lugar

Quando você assina um termo de sociedade com alguém, é como se o seu sócio fosse um cliente seu e vice-versa. Ou seja, aquilo que vocês combinaram no início deve ser cumprido. Um dos aspectos que mais pesa na decisão de romper uma sociedade é a falta de comprometimento, ou seja, quando um trabalha mais do que o outro.

Obviamente, existem pessoas que se dedicam mais do que outras e essa nunca será uma medida igual. Porém, ambas as partes precisam sempre fazer o mínimo que foi estabelecido. Quando nem o mínimo é cumprido, aí é sinal que existe algum problema. Seu sócio pode ter se acomodado e estar protelando uma situação por tempo indeterminado.

4. Menos é mais

Tome cuidado na hora de definir quantos sócios uma empresa terá. Dois ou três é o número ideal e, caso haja mais pessoas, saiba que é bem provável que a empresa demore mais para crescer, pois haverá discordâncias e mais burocracia. Uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral em 2012 apontou que uma das três principais causas do fechamento de uma empresa é o número de sócios.

A todo momento, as empresas passam por transformações e quando se tem muitos sócios aumentam as chances de que um deles “perca” o seu papel dentro da empresa, não sabendo se readaptar e, com isso, vire um elemento destoante. Talvez seja melhor ter certos colegas como funcionários do que como sócios, reflita bastante sobre isso.

4. Estabeleça regras de saída

Todos os relacionamentos estão sujeitos a imprevistos e uma sociedade empresarial não é diferente. As pessoas mudam de ideia no meio do caminho, adotam outros objetivos e podem querer desfazer a sociedade. Não há problema algum nisso, mas é importante que desde o início regras claras sejam estabelecidas.

Assim, determine como será feita essa transição, não apenas financeiramente como também no que diz respeito ao mobiliário e ao capital investido. Estabeleça prioridades de compra de uma parte pela outra, prazos de pagamento e até mesmo a possibilidade de continuidade do trabalho durante um período de transição para que os impactos no negócio sejam os menores possíveis.

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