Como preparar a próxima geração de líderes em empresas de manufatura

Entender os anseios das próximas gerações de consumidores é o primeiro passo para definir quais devem ser as aptidões dos líderes do futuro.

Como os fabricantes devem preparar a próxima geração de líderes empresariais? Há muitos fatores que devem ser considerados antes de elaborarmos uma espécie de “mapa da mina” apontando quais são os caminhos que devem ser trilhados.

Cada segmento tem os seus desafios específicos e as características de evolução não seguem uma receita de bolo. Entretanto, observando os parâmetros que vêm sendo colocados pela indústria ao longo dos últimos anos, no Brasil e no mundo, é possível listar algumas aptidões desejáveis para serem desenvolvidas pelas próximas gerações de executivos:

1. O ambiente de trabalho deve ser inovador

Os trabalhadores mais jovens esperam muito mais do que apenas um bom salário em suas áreas de atuação. Eles querem atuar em uma empresa cujo ambiente seja flexível e isso significa que tanto as ferramentas utilizadas quanto os processos devem ser repensados. E aqui pode ser colocado o primeiro desafio para essa nova geração: como esses processos podem refletir uma nova realidade?

É preciso observar o que exatamente auxilia a empresa a seguir em frente e o que é tabu ou resquício de um sistema administrativo que já não faz mais sentido nos dias atuais. Será que aquele método criado há uma ou duas décadas – e que ainda funciona – não pode ser substituído por outro mais eficiente? Não se trata de reinventar a roda, mas sim de apurar a capacidade de observação.

2. É preciso ouvir os consumidores

Já é passado o tempo em que as empresas criavam os produtos e os sistemas e os consumidores que se encarregassem de se adaptar a eles. Hoje, o processo deve acontecer de forma inversa: é preciso ouvir o que os consumidores querem e como eles querem. Vence aquele que tiver mais agilidade e flexibilidade para se adaptar às mudanças. E rápido.

Características como personalização, por exemplo, são cada vez mais valorizadas. E para entregar possibilidades como essas com rapidez e eficiência é preciso pensar em novos métodos de fabricação. O uso de impressoras 3D, por exemplo, pode ser uma alternativa para dar mais agilidade às entregas, diminuindo o tempo de espera entre o desejo do consumidor e a entrega do produto.

3. Experiência, colaboração e interação

Traduzir aquilo que os consumidores querem em produtos ágeis e flexíveis, fabricados em processos que agradem os funcionários. Se fôssemos definir em linhas gerais o que se espera de um líder, as atribuições de experiência, colaboração e interação estariam entre os principais requisitos.

Interação com os consumidores, colaboração com os funcionários e experiência para conseguir ler essas situações não apenas à medida que elas acontecem, mas antevendo as possibilidades de forma a conseguir obter resultados mais eficazes. Não é uma combinação simples, é claro, mas circular entre todas os ambientes com naturalidade será uma característica cada vez mais desejada.

4. Acompanhar a evolução tecnológica

Na manufatura moderna, é praticamente inconcebível pensar em uma empresa que não esteja atenta a sistemas e novas tecnologias. Porém, não basta apenas buscar a eficiência em cada uma das etapas. É preciso reduzir os gargalos fazendo com que todos os setores – e consequentemente todos os sistemas – possam “conversar”.

A integração entre eles torna-se possível especialmente graças aos recursos da computação na nuvem. É ela quem garante a acessibilidade dos dados em qualquer lugar – e, portanto, em qualquer setor. Some a isso a possibilidade de usar recursos de inteligência artificial e Internet das Coisas para automatizar processos e analisar resultados.

Com as ferramentas corretas em mãos, e seguindo os fluxos tecnológicos e administrativos que o mundo moderno preconiza, o líder ideal para o futuro das empresas de manufatura ainda é um profissional em construção, mas com um horizonte repleto de desafios que podem começar a ser vencidos desde já.

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