5 conceitos básicos de inteligência artificial que todo executivo deveria entender

Com o tema ganhando cada vez mais evidência na mídia e nas empresas, compreender alguns conceitos básicos sobre o assunto se torna um conhecimento fundamental.

Inteligência artificial. Em qualquer site de notícias que você acesse, certamente em algum momento você vai se deparar com algum conteúdo sobre esse tema. Por ser esse um dos assuntos do momento, é importante que você esteja familiarizado com alguns conceitos básicos de inteligência artificial.

Essa é uma forma de tecnologia que estará cada vez mais presente no dia a dia das empresas. Há quem diga que assim como a informática foi uma das revoluções do passado, a inteligência artificial seguirá o mesmo caminho. Portanto, nada mais natural do que fazer a lição de casa e ficar ciente de algumas ideias básicas relacionadas a essa revolução.

1. É uma ferramenta que se baseia em probabilidades

A inteligência artificial pode errar? Pode. Ainda não é possível criar uma tecnologia preditiva capaz de acertar 100% todas as perguntas que ela tente responder. Porém, a inteligência artificial tem provado o seu valor ao conseguir aumentar a assertividade nas respostas, tornando-se uma das ferramentas mais confiáveis do mercado.

No entanto, é preciso lembrar que para que ela tenha informações ela precisa ser alimentada com dados – e dados de qualidade provavelmente retornarão resultados melhores do que dados pouco relevantes. Trata-se de uma ferramenta estatística para auxiliar um processo analítico, mas isso não exime os profissionais de qualquer área das suas responsabilidades.

2. A ferramenta existe, mas a inovação e o uso são por sua conta

Muitas pessoas que não estão familiarizadas com inteligência artificial podem acabar sendo seduzidas por empresas que prometem verdadeiros milagres que podem ser operados pela tecnologia. De fato, a tecnologia em si tem possibilidades infinitas e pode fazer uma diferença significativa em qualquer negócio, mas só isso não basta.

É como se você tivesse um software de CRM com os melhores recursos do mundo, mas sem nenhuma informação cadastrada: será que isso traria resultados? Provavelmente não. Portanto, pense na IA como uma ferramenta de base para suportar projetos de grande porte. O trabalho de planejamento e de busca por ideais não deve ser colocado em segundo plano.

3. A IA gera oportunidades de negócio

Será que o modelo de negócios que a sua empresa adota hoje será viável daqui dez anos? Não há como responder isso de forma precisa. Entretanto, há como examinar as probabilidades, de acordo com os dados coletados no mercado. Nesse ínterim, a inteligência artificial é capaz de apontar novos caminhos – e esses caminhos podem criar oportunidades de negócio.

Pense nas empresas de software. Há uma década a maioria delas vendia uma licença e entregava um software “físico”, que poderia ser instalado em uma máquina. Hoje, a maioria delas vende uma assinatura e o serviço pode ser acessado a partir de muitas máquinas pela nuvem. Mudanças de paradigma como essa são cada vez mais frequentes e sairão na frente aqueles que encontrarem esses nichos primeiro.

4. Os executivos devem se envolver na implantação

Um grande erro, que muitos executivos ainda cometem, é o de relegar a implantação de serviços de inteligência artificial ao departamento de TI. Embora esse setor precise estar envolvido no projeto, isso não significa que eles tenham o conhecimento necessário para a tomada de decisões que fujam do escopo técnico.

Dependendo da demanda, esses sistemas podem ser bastante complexos e vão requerer a integração de todos os setores da companhia. Portanto, alguém com visão do todo do negócio, além dos executivos responsáveis por cada setor, devem participar do processo de implantação, de forma que todos caminhem em uma mesma direção. De nada adianta esperar por uma resposta, se o fluxo de informações tem problemas no meio do caminho.

5. Tenha profissionais de várias áreas envolvidos nos projetos

Como você já pode perceber, a inteligência artificial é uma ferramenta que depende de dados – e por essa razão os dados precisam ser produzidos com agilidade. Cada setor é capaz de produzir os seus dados, mas é preciso que alguém conduza o processo e saiba fazer as perguntas certas. Por isso, determine um profissional responsável por conduzir esse processo.

Não abra mão de ter em sua equipe pessoas que conheçam um pouco de cada uma das áreas, mas não delegue toda a mão de obra para profissionais externos. Além disso, envolva os líderes de todos os segmentos, de forma que possam ser construídos processos capazes de criar um fluxo de informações que seja benéfico para todos.

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