Como construir uma cultura empresarial voltada ao crescimento pode resolver o problema da indústria

Conheça o segredo das grandes empresas e adote estratégias de cultura empresarial similares para garantir um crescimento contínuo e seguro.

Inovação. Essa palavra tão simples e, ao mesmo tempo, tão complexa, está na ponta da língua dos executivos das grandes empresas multinacionais. Entretanto, criar uma cultura empresarial voltada ao crescimento requer muito mais do que simplesmente se ater às novidades.

Empresas como Apple, Netflix e Space X conseguem levar essa percepção além. Não se trata apenas de surpreender o consumidor oferecendo aquilo que ele precisa, mas sim transformar experiências de uma forma que ele nunca imaginou ser possível. Assim, produtos e serviços ganham uma conotação que os qualifica como além da “normalidade”.

Como isso é possível? Quais são as forças motivacionais que estão por trás das empresas que buscam a inovação em primeiro lugar? Compreender como esse mecanismo funciona é o primeiro passo para analisar e rever os conceitos adotados pela empresa na qual você trabalha. A dúvida maior é: como inovar na prática?

Para isso, é necessário ter alguns conceitos arraigados no DNA da empresa. Não se muda de direção da noite para o dia quando o pensamento dos seus acionistas ou fundadores é o de simplesmente reproduzir, ainda de que uma maneira melhor ou diferente, tudo aquilo que já existe no mercado. É preciso ousar, arriscar e quebrar paradigmas.

Não fique satisfeito em ser apenas o melhor

Um negócio pode ser resumido no seguinte conceito: “uma instituição capaz de resolver problemas”. No entanto, muitos executivos colocam essa ideia em segundo plano. Para alguns, uma empresa deve, prioritariamente, gerar lucro para seus proprietários e acionistas. Para outros, o objetivo é se destacar a ponto de se tornar a maior e melhor no mercado em que atua.

Todos esses conceitos são válidos e importantes – ninguém questiona isso. Contudo, quando se trata de inovação, é preciso adicionar esse fator na equação. Os problemas, em maior ou menor grau, sempre existirão. A pergunta que você se deve fazer é: meu novo produto ou serviço está resolvendo qual problema que ninguém tentou ainda resolver? Por quais razões a minha solução é a que apresenta o melhor custo-benefício nesse sentido?

Em outras palavras, inovar significa ir muito além de surfar uma onda e encontrar o pico mais alto. É claro, mesmo essas grandes empresas ditas “inovadoras” têm os seus produtos para abocanhar esse mercado. No entanto, de forma alguma elas deixam de lado a inovação, buscando sempre alternativas que ainda não tenham concorrentes. Abrir mercados é tão importante quanto conquistar grandes parcelas daqueles que estão saturados.

Pense, por um instante, em exemplos como os mercados de smartphone, tablets e música digital, todos desbravados pela Apple. Produtos como o iPhone e o iPad e serviços como o iTunes surgiram quando os concorrentes não viam neles um mercado consolidado. Hoje, em maior ou menor escala, todos são essenciais para o negócio da primeira companhia a atingir o valor de mercado de US$ 1 trilhão.

Esteja disposto a investir

Inovação não é algo que surge da noite para o dia. Todos os produtos e serviços que impactam o mercado de forma considerada inovadora, em geral começam a ser planejados com pelo menos dois anos de antecedência. Pode ser que no início você não tenha ao certo o modelo correto daquilo que fará sucesso ou que o público precisa, mas terá tempo para lapidar o serviço até que ele possa ser considerado “único”.

Para isso, você precisa pensar em inovação como um investimento e, acredite: você precisará investir. Não há outro jeito. Raras vezes ocorre de a inovação “encontrar” uma empresa, quando a companhia está no lugar certo, na hora certa. Porém, na esmagadora maioria das vezes o que acontece é um processo de investimentos de médio e longo prazo que apresenta seus primeiros resultados depois de um ou dois anos.

Não se trata apenas de tempo de desenvolvimento. São necessários também testes internos ou testes com um público seleto para que se perceba se o que está sendo criado tem, de fato, alguma serventia e resolver algum problema existente. Você se lembra do que dissemos no tópico anterior? Tenha em mente que os seus investimentos serão sempre direcionados a resolver um problema. Como isso acontecerá, somente o tempo é quem vai dizer.

Esteja disposto a falhar

Ninguém tem uma bola de cristal e a sua empresa não é diferente. Por mais que seja possível fazer estudos e projeções sobre como o mercado se comportará daqui dois anos, certeza de que as coisas acontecerão exatamente como o planejado ninguém tem. E quando se trata de inovação e resolver problemas, esse é um terreno bastante delicado.

Pode ser que ao final de um determinado período você chegue à conclusão que os resultados que obteve não são suficientes para resolver problema nenhum. Ou, ainda mais frustrante, pode ser que o seu projeto não fique pronto a tempo e outro concorrente, com uma ideia similar conquiste uma fatia de mercado que você estava planejando abocanhar há um bom tempo.

Cenários como esses são mais comuns do que você imagina. Pense em empresas como Apple e Microsoft, por exemplo: quantas vezes elas já não apresentaram produtos e serviços que se mostraram um completo fracasso? Se elas estão sujeitas a errar, você também está – e tudo isso é normal. Portanto, esteja disposto a falhar, mesmo após grandes investimentos.

Não encare as perdas como o fim em si, mas sim como uma oportunidade de aprendizado para que sua empresa possa seguir em frente estando menos suscetível aos erros. Transformar uma companhia já estabelecida em um símbolo de inovação não é algo que acontecerá da noite para o dia, mas se esse é o seu desejo, em algum momento esse processo precisa começar. E quanto antes você fizer isso, melhor, não é mesmo?

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