Dia Mundial do Empreendedor

Na semana em que se celebra o Dia Mundial do Empreendedor (21 de agosto), confira artigo escrito por Alexandre Wyllie, Diretor do Segmento PME da Sage Brasil.

Pequenas e médias empresas são a espinha dorsal da economia global e sustentam a criação de novos empregos e o crescimento da economia. Não há época melhor para comemorarmos o Dia Mundial do Empreendedor do que agora. Também é uma boa hora de lembrarmos que, a fim de garantirmos a continuidade da oportunidade de crescimento, devemos capacitar essas empresas a endereçar uma tendência crescente: o quebra-cabeças da produtividade. Porque espírito empreendedor, motivação e paixão, por si só, não bastam.

Globalmente, pequenas e médias empresas estão perdendo R$ 41.600 reais por segundo devido a tarefas administrativas pesadas e improdutivas. Hoje, isso equivale a mais de R$ 900 bilhões desperdiçados em produtividade só neste ano. É um problema de base que afeta todos os cantos do planeta e agora precisa ser solucionado em nível local. O fardo econômico deve ser prioridade para os políticos e as empresas todos os dias.

Dados comprovam

Uma pesquisa na área econômica realizada pela Plum Consulting e pela Sage mostra que estão sendo drenados de nossas pequenas empresas importantes recursos por meio de administração desnecessária, desperdiçando uma média de 120 dias úteis no ano, o que representa cerca de 5% do total da força de trabalho.

Somente no Brasil, de janeiro até a primeira quinzena de agosto, perdemos R$ 50 bilhões em produtividade com atividades burocráticas, o que equivale a R$ 2.518 por segundo. Aliviar este fardo administrativo interessa à economia, não só a das pequenas empresas. Reduzir o peso da administração poderia ajudar os empreendedores a se tornarem mais bem-sucedidos ao lançarem seus negócios e auxiliaria essas empresas a sobreviverem por mais tempo e permitiria que atingissem um tamanho escalável.

Enquanto as taxas de sobrevivência das pequenas empresas variam em diferentes mercados e setores, a proporção daquelas que quebram nos primeiros 12 meses é de mais de 50%, em nível global. E o ônus administrativo – tempo desnecessário que poderia ser melhor usado no investimento em crescimento – é comumente citado como um dos principais motivos para o problema. Utilizar tecnologia é a chave para impulsionar este tempo produtivo inexplorado das empresas do nosso país.

A solução é se posicionar como digital-first

Na medida em que o ambiente econômico global se torna cada vez mais competitivo, o crescimento de pequenas empresas só vai aumentar – e, sem dúvida, se manter – se realmente adotarmos uma agenda digital-first. Se pudermos redirecionar algumas daquelas 120 horas usadas em tarefas administrativas básicas para inovação, captação de clientes e aumento de receita, conseguiremos avançar no fechamento da lacuna global de produtividade.

Economias futuras dependem do sucesso do nosso negócio hoje. Ao lançar uma luz sobre a questão e expor os fatos reais, esperamos que os legisladores se empenhem em analisar profundamente os problemas de produtividade que os empreendedores enfrentam e solucionem a questão onde legislações regulatórias arcaicas possa estar entravando o progresso.

Na Sage, continuamente buscamos apoiar os empreendedores de hoje e ajudá-los a capitalizar na era digital. Ao mesmo tempo, governos nacionais e locais têm um importante papel a desempenhar. Intervenção local direcionada para desenvolver um cenário produtivo e próspero deve ser a prioridade central de cada camada do governo.

O foco em habilidades digitais, e não só em infraestrutura, e a simplificação da tributação empresarial associada ao maior uso de empresas locais como fornecedoras do governo são passos importantes para ajudar as pequenas e médias empresas a florescer. Ao apoiar e capacitar nossas empresas locais da maneira correta, nossa economia estará, realmente, pronta para crescer.

Escrito por Alexandre Wyllie, Diretor do Segmento PME da Sage Brasil

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