6 dicas para otimizar o uso de dados em sua empresa

Tecnologia, que deve ultrapassar os US$ 200 bilhões em 2020, pode melhorar a geração de insights, mas exige cuidados para que se torne efetiva.

O uso de dados para a tomada de decisões tem se tornado cada vez mais frequente em empresas de todos os tamanhos. A redução dos custos, graças à computação na nuvem, fez com que um número maior de companhias decidisse recorrer a essa alternativa como forma de balizar o seu planejamento. Porém, dúvidas sobre como otimizar o uso de dados na empresa ainda são muito presentes no dia a dia dos empresários e gestores.

Tão importante quanto coletar os dados, você precisa saber como armazená-los e como manuseá-los de forma correta para que eles não geram custos desnecessários para a sua empresa. Abaixo, listamos seis formas de aumentar a performance de uso de dados na sua companhia:

1. Escolha uma ferramenta cuidadosamente

As palavras “Big Data” e “Analytics” ganharam corpo no vocabulário de qualquer vendedor que atue na área de Tecnologia da Informação nos últimos anos. É preciso que as companhias definem quais são as suas prioridades e necessidades para, em seguida, selecionar uma ferramenta. De maneira geral, essa solução deverá ser integrada ao sistema de gestão (ou existir a partir dele) para que as informações sejam atualizadas conforme o desempenho empresarial.

Ou seja, tudo deve ser feito para atender as suas necessidades e não o contrário. Você não tem que se adequar a sistemas pouco produtivos apenas pelo simples fato que você precisa manusear os seus dados. Primeiro, descubra quais são os dados que você realmente precisa.

2. Facilidade de uso

As tecnologias por trás de muitas soluções são bastante complexas, mas a interface com o usuário precisa ser amigável e personalizável. Nesse contexto, tenha o cuidado de identificar quais ferramentas procuram simplificar a tarefa do usuário final e quais apenas possuem dashboards lindos. Se uma ferramenta não for simples, note que provavelmente você perderá mais tempo aprendendo a como utilizá-la.

Faça um teste com os seus colaboradores. São eles que estarão no dia a dia manuseando as ferramentas. Se eles apontarem problemas, leve em consideração as suas sugestões. O serviço não precisa ser perfeito, mas ele deve trazer benefícios reais para os usuários.

3. Alinhe o projeto, dados e necessidades

Cada empresa tem um propósito com o investimento no uso de dados. É preciso levar em conta essa perspectiva e objetivos na hora de planejar o investimento. Uma das dicas é envolver pessoas importantes na empresa – gestores e colaboradores que lidem com dados – para identificar os problemas que devem ser resolvidos.

Ouça as opiniões e leve em consideração a visão de todos. Isso significa que decidir por usar ou não uma ferramenta apenas pelo simples fato de ela ser mais barata é uma decisão do tipo “o barato que sai caro” e, por conta disso, deve ser evitada.

4. Cuide com a estrutura

Como o próprio nome já diz, a tecnologia Big Data lida com grandes volumes de dados. Por isso, é preciso uma atenção especial com o armazenamento e – muitas vezes um aspecto esquecido pelas empresas – a velocidade da banda. Sem esses dois cuidados, o investimento na tecnologia tende a não dar o resultado esperado, pois a falta de velocidade nas conexões inviabiliza a rápida troca de informações necessária.

Antes de começar, portanto, envolva a sua equipe técnica e tenha a certeza de que o plano oferecido terá o suporte necessário para atender às suas demandas. Leve em consideração também, se necessário, despesas com treinamento, manutenção e o custo de escalabilidade da solução apresentada.

5. Foco na segurança

Além do cuidado com a estrutura de armazenamento e velocidade, a segurança precisa ser um ponto chave, ainda mais nos dias de hoje onde o vazamento traz dores de cabeça monstruosas. A possibilidade de mostrar as informações em tempo real ou atualizadas frequentemente exige um cuidado maior com a proteção desses dados, algo que deve se tornar uma preocupação cada vez mais constante para as empresas.

Os dados dos seus clientes são o maior patrimônio que você possui e, em hipótese alguma, eles devem cair em mãos erradas. Você não precisa ter as soluções de segurança mais caras do mercado, mas elas devem ser adequadas à sua realidade e garantir a proteção mínima que você precisa.

6. Tenha uma equipe dedicada à gestão dessas informações

Assim como o artigo a respeito da cultura data de analytics mostrou, o principal desafio não está em coletar dados, mas em criar filtros para identificar o que é efetivamente relevante para a companhia. As informações precisam ser geridas e curadas de forma a gerar insights, mostrar tendências, identificar oportunidades, entre tantas outras possibilidades.

Assim, se essa é uma área nova na sua empresa, tenha a garantia de que você terá pessoas especializadas para gerenciar esses dados ou, caso contrário, seu investimento será de pouca valia. Por isso, mais uma vez, é importante ressaltar que você deve escolher uma solução que seja sob medida para o seu negócio. Não pague por funções que você não terá motivos ou condições para utilizar.

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