5 dicas para evitar inadimplência de clientes em pequenas empresas

Períodos de crise podem resultar em prejuízos para as empresas na hora de fechar as contas; saiba como evitar as situações mais comuns.

O número de inadimplentes chegou a 61,8 milhões em junho de 2018, segundo informações divulgadas pelo Serasa. Fatores como a atual crise financeira e o aumento do desemprego contribuem diretamente para que esse cenário somente se agrave. Nos cenários de inadimplência, as pequenas empresas são as que mais sofrem.

Essa realidade acaba refletindo diretamente no caixa de empresas de todos os portes e áreas diferentes, por isso é preciso ficar de olho em dicas para evitar a inadimplência e reverter essa situação. Reduzir a inadimplência dos clientes não é uma tarefa fácil, mas com dedicação, organização e disciplina é possível contornar essa realidade e evitar prejuízos mesmo em tempos onde a realidade financeira geral é tão delicada.

Nesse artigo, falaremos sobre algumas das estratégias que a sua companhia pode adotar para minimizar esse problema, que embora não dependa diretamente apenas dos seus esforços, acaba impactando o seu dia a dia.

O que fazer para evitar inadimplência?

Essa é uma tarefa que foge do nosso controle, porém ela pode ter resultados bem diferentes se agirmos sempre prevenidos. Repare bem no uso da palavra “prevenção”. Isso significa que nem sempre será possível evitar que isso aconteça, mas algumas conselhos simples podem reduzir as chances de que isso aconteça.

1. Seja rígido com as suas formas de recebimento

Pagamentos com cheques pré-datados, boletos ou promissórias, apesar de possuírem taxas mais baixas, oferecem um alto risco de inadimplência. Isso porque nesses casos o cliente pode escolher não pagar caso aconteça algum imprevisto, e em tempos de recessão econômica muitos deles podem acontecer.

A forma mais segura de a sua empresa se proteger contra os famosos “calotes” é determinando a forma de pagamento, que deve ser feita apenas por meio de depósitos, transferências e cartões de crédito ou débito. Os cartões de crédito e débito oferecem taxas mais altas, mas são o meio mais seguro de garantia.

Caso o cliente passe por algum problema financeiro e não possa pagar as faturas de sua dívida, a sua empresa irá receber o pagamento da financeira do cartão de crédito e essa dívida ficará incumbida ao cliente juntamente com o agente bancário. Em outras palavras, é como se você pagasse para repassar a uma instituição financeira o trabalho de cobrar eventuais dívidas em atraso.

2. Cuidado ao oferecer crédito para os seus clientes

Ainda que o cliente possua uma boa reputação no mercado, oferecer crédito muito alto, principalmente, nas primeiras compras é altamente arriscado. Procure desenvolver uma boa relação comercial entre a sua empresa e o seu cliente. À medida que a confiança for se estabelecendo você pode aumentar o seu crédito.

Um cliente que tenha um ótimo histórico com você, em longa data, certamente tem menos chances de deixar de pagar do que um bom cliente, mas que ainda esteja começando uma relação comercial com a sua companhia. Essa, inclusive, é até uma forma de incentivar os novos clientes a se manterem fieis por mais tempo à sua empresa.

Isso tornará a sua empresa imune a calotes como esse? Obviamente não. Porém, certamente as chances de que isso aconteça serão significativamente reduzidas. Em tempos de crise, é válido deixar o crédito como uma espécie de “prêmio” aos clientes mais antigos e fieis.

3. Emita nota fiscal

Além de evitar o crime de sonegação fiscal e todas as complicações que isso pode trazer para a sua empresa, a presença da nota fiscal é mais uma forma de assegurar os recebimentos posteriores. Principalmente, se for necessário acionar uma ação judicial por conta de uma inadimplência.

Mesmo que o seu cliente proponha algum tipo de acordo e peça que você não emita notas fiscais, esse é o tipo de risco que não vale a pena correr. Na dúvida, prefira perder uma venda que você não terá como cobrar depois do que concretizá-la, entregar a mercadoria e ficar sem uma coisa nem outra.

Sabemos que a carga tributária no Brasil é das mais altas, mas nem por isso justifica o ato de sonegar impostos. Aliás, se a maioria dos seus clientes propuser esse tipo de transação, talvez seja o momento de começar a pensar em novas empresas e parceiros para negociar. Essa é uma forma de reduzir os seus riscos a longo prazo.

4. Exija contrato para qualquer transação por menor que seja

Apesar de toda a informação disponível gratuitamente, hoje em dia, através da internet e de órgãos que fornecem suporte ao empreendedor, como o SEBRAE, ainda existem muitas empresas que concluem transações comerciais de pequeno, médio e grande porte sem qualquer tipo de contrato.

Somente a nota fiscal não pode oferecer todo o tipo de garantia que a sua empresa pode precisar para mover uma ação judicial. É no contrato que ficam estipuladas todas as condições de entrega e recebimento do produto, formas de pagamento, deveres e obrigações de ambas as partes. Trata-se de um documento que garante segurança para ambas as partes.

Novamente, se após um caso de inadimplência a sua empresa precisar recorrer às vias legais para executar a dívida, será por meio do contrato que você poderá cobrar quais foram os termos não cumpridos. Sendo assim, invista um pouco na profissionalização desse setor – contratos e cobranças – para minimizar os problemas futuros.

5. Seja minucioso com os seus recebimentos

Caso tenham se passado mais do que 45 dias da data do pagamento, não hesite em procurar ajuda especializada. Não se esqueça de que entre 45 a 90 dias de atraso, o seu percentual de recuperação já é avaliado em torno de 60%. Se for necessário, você terá que até mesmo que protestar o nome do cliente.

Não espere passar tanto tempo para começar a tomar medidas mais drásticas. É compreensível que a empresa deve prezar pelo bom relacionamento com os seus clientes, mas a inadimplência gera prejuízos que podem causar danos irreversíveis para o seu negócio.

Antes de completar os 45 dias, procure os clientes e ouça deles quais são as melhores formas para que o pagamento fique em dia. Seja flexível e aberto à negociação, mas acima de tudo seja proativo e proponha soluções. A ampla maioria dos devedores não deixa de pagar as dívidas porque querem. Compreender isso é um ótimo caminho para estreitar o relacionamento com os seus clientes.

Como tem sido a taxa de inadimplência em sua empresa? Você tem conseguido contornar essa situação? Conte-nos a sua experiência nos comentários!

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