Veja como uma empresa se reinventou aderindo à era da inteligência artificial

Conheça o caso da agência online de seguros Haven Life, que está aproveitando a tecnologia para mudar a maneira como faz negócios.

Os usos da inteligência artificial têm crescido substancialmente nos últimos anos. Além do aperfeiçoamento da tecnologia, o acesso facilitado a ferramentas cada vez mais baratas e, na maioria dos casos, atendendo a empresas sob demanda, tem feito com que cada vez mais aumente o número de empresas que se reinventam com inteligência artificial.

Esse foi o caso da agência de seguros online Haven Life. A empresa anunciou no final do ano passado um upgrade nos seus serviços permitindo que os consumidores comprem uma apólice de seguros online respondendo antes a apenas 30 perguntas. Chama a atenção, por exemplo, o fato de não ser necessário nem mesmo um check-up médico, pois tudo é validado por meio de dados disponíveis.

E como isso é possível?

A Haven Life credita aos avanços da inteligência artificial a possibilidade de oferecer um serviço como esse para os seus clientes. Com apenas dois anos de existência, é bom exemplo de como utilizar a inteligência artificial com um propósito comercial claro. Além disso, essa possibilidade reafirma o cenário em que o processo de decisão de muitas empresas será parcialmente ou totalmente migrado para soluções tecnológicas que se mostrem confiáveis.

No caso em questão, a ideia é facilitar ao público jovem, usando ferramentas que eles consideram acessíveis, a contratação de um seguro de vida. Como o processo completo demora menos do que dez minutos e não há a necessidade de fazer exames médicos ou laboratoriais, as pessoas tendem a se sentir mais à vontade com o processo, o que estimula a contratação.

Um processo não exclui o outro

A iniciativa adotada pela Haven Life caminha para a completa automatização de certas rotinas. Entretanto, os humanos continuam sendo uma parte, ainda que menor, essencial no processo. Casos mais complexos, por exemplo, ainda não estão completamente automatizados e requerem uma checagem posterior.

“É preciso ter um apetite grande por novas possibilidades e ir para o processo de desenvolvimento compreendendo que nada do que é feito é um fator essencial”, explica Todd Rodgers, CTO da Haven Life. Para proceder a uma tarefa como essa, entretanto, Rodgers afirma que é necessário contar com uma equipe alinhada e que tenha amplo entendimento sobre os processos.

“Para levar um processo como esse adiante, você precisa de uma equipe que tenha um profundo entendimento sobre o assunto e uma que esteja interessada no problema empresarial que se propõe a resolver. Além disso, você precisa de analistas que possam intermediar as duas equipes levando o problema de forma clara para os desenvolvedores codificarem”, completa.

Os dados são comuns, o que muda é o uso

Um dos detalhes interessantes do processo de automatização da Haven Life é que os dados usados para determinar as análises, em sua maioria, são comuns à toda a indústria. A inovação da empresa, assegura Rodgers, está em dar um novo tratamento a eles, estruturando-os e colocando-os sobre regras claras guiadas por algoritmos desenvolvidos sob medida.

Até então, a empresa usava tecnologia no processo de tomada de decisão, mas sempre havia pessoas acompanhando o processo. A partir de agora, mais uma etapa pode seguir adiante sem que haja a necessidade de interação com nenhuma pessoa. A meta da empresa é a de ser capaz de resolver qualquer processo de forma automática com um máximo de 30 perguntas para os usuários.

“No momento não existe ninguém no mercado que faça exatamente o que estamos fazendo. Nós estamos focados em tornar o sistema mais ágil e flexível e para isso muitas coisas precisaram ser projetadas do zero”, explica Rodgers. O CTO conclui sua entrevista com um conselho. “Se existe uma ferramenta pronta que funciona para você, use-a. Contudo, se não houver, não se sinta confortável com a situação e não tenha medo de construir uma do zero se for necessário”, finaliza.

Sua empresa já está pensando em automação e inteligência artificial? Não? Pois deveria!

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