Saber o que é a Hierarquia de Necessidades de Maslow pode ajudar seus gestores a compreender melhor a equipe

Entenda como o conceito das Necessidades de Maslow pode ajudar a criar equipes mais motivadas e produtivas caso você saiba aplica-lo no contexto empresarial

Se você passou por uma faculdade de Administração ou de algum curso ligado à área de gestão, certamente já deve ter debatido em sala de aula o que é a Hierarquia de Necessidades de Maslow. Essa teoria é também conhecida como Pirâmide de Maslow e pode ser bastante útil na gestão de equipes.

Ela foi proposta pelo psicólogo norte-americano Abraham Harold Maslow, na Universidade de Wisconsin-Madison e é considerada uma das mais relevantes em seu segmento. O que ele fez em seu trabalho mais conhecido foi criar uma hierarquia de necessidades do ser humano. Vamos compreender melhor como esses conceitos se aplicam.

A Hierarquia de Necessidades de Maslow?

Para Maslow, todos os seres humanos se esforçam para satisfazerem as suas necessidades pessoais e profissionais. Porém, algumas necessidades são mais importantes do que outras. Maslow dividiu-as em cinco grupos, contemplando aquelas que são consideradas primárias (ou básicas) e as que são secundárias.

As necessidades consideradas básicas são as fisiológicas e de segurança. Já as que são consideradas secundárias são as sociais, as de status ou autoestima e as de autorrealização. Vamos compreender mais detalhes sobre cada uma delas.

  • 1. Necessidades fisiológicas: são aquelas que nos mantém vivos. A lista inclui respirar, comer, descansar, beber, dormir ou ter relações sexuais. Diz respeito às funções biológicas que precisamos exercer.
  • 2. Necessidades de segurança: estão relacionadas com a sensação de se sentir seguro. Para isso, precisamos nos colocar em condições sem perigos, em ordem e com estabilidade.
  • 3. Necessidades sociais: aqui entramos no campo das necessidades de manter relações com outras pessoas para a vida em harmonia. Torcer para um time de futebol, ser membro de um clube e ter amigos mais próximos são alguns exemplos.
  • 4. Necessidades de status ou autoestima: essa categoria diz respeito à necessidade de reconhecimento que temos do nosso trabalho. Seja a partir da nossa própria percepção ou a partir da percepção de outras pessoas.
  • 5. Necessidades de autorrealização: por fim, no topo da pirâmide, temos as chamadas necessidades de crescimento. A realização completa é fazer o que se gosta, ter autonomia, independência e autocontrole.

Por que é importante observar a Pirâmide de Maslow

Nem todos os colaboradores de uma empresa estão em um mesmo nível da Pirâmide de Maslow. Enquanto uns podem estar em busca de uma posição de status que possa melhorar a autoestima, outros já podem ter passado dessa fase e estão em busca da autorrealização.

Para um gestor, empresário ou profissional de Recursos Humanos, identificar em qual fase da pirâmide um colaborador está é essencial. De acordo com a teoria de Maslow, para se alcançar uma nova etapa, a anterior deve estar satisfeita. Quando isso acontece, o estímulo anterior deixa de ser um fator motivador.

É justamente nesse ponto que muitas empresas pecam. Ao oferecer maiores oportunidades de interação social para executivos que já têm a sua carreira estabelecida, a oferta pode não surtir efeito nenhum, pois na fase da vida em que estão essa necessidade já foi superada. Sendo assim, investir em ideias que proporcionem maior autonomia pode trazer resultados melhores.

Da mesma forma, quando alguma etapa é deixada de lado, é possível que as pessoas vejam o benefício como algo “inalcançável” ou completamente deslocado de suas realidades. Assim, cria-se um vazio, com necessidades não preenchidas, que podem custar posteriormente a desmotivação e o desinteresse do funcionário.

Vale notar que algumas necessidades, como a de autorrealização, nunca cessa. Ou seja, quanto mais se tem, mais se quer. Por isso, lidar com o equilíbrio em situações como essas é igualmente importante. Já as necessidades fisiológicas já nascem com o ser humano – e nos acompanharão durante toda a vida. É mais fácil satisfazer as necessidades primárias do que as secundárias.

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