O que é m-commerce e qual é a diferença dele para e-commerce?

Entenda qual é o significado desta nova nomenclatura e saiba como ela pode ajudar a sua empresa a encontrar uma nova forma de vender.

Com toda certeza você já sabe o que é e-commerce, não é mesmo? Mas e o que é m-commerce, você saberia dizer? Se a resposta ainda é mistério para você, não se assuste. Trata-se de um conceito que somente nos últimos anos começou a ganhar forma no Brasil.

Em grande parte da Europa, na Ásia, nos Estados Unidos e no Canadá, o termo está um pouco mais difundido. Isso se deve especialmente à popularização dos smartphones e das redes 3G e 4G. Hoje em dia, o número de pessoas que estão conectadas o dia inteiro – e com acesso a uma conexão de boa qualidade no celular – é enorme. E é por isso que o Brasil começa a figurar como um competidor relevante nessa lista.

O que é m-commerce?

M-Commerce é uma sigla para “mobile commerce”, ou seja, comércio via dispositivos móveis. Hoje, os celulares passaram a ser a porta de entrada dos consumidores para o mundo virtual e, por essa razão, é natural que boa parte das compras também ocorra por intermédio desses dispositivos. Assim, o comércio relacionado às compras feitas via celular é o que caracteriza o chamado m-commerce.

Os primeiros itens que vingaram no comércio via celulares foram os aplicativos para os próprios smartphones. Além disso, toques musicais, apps, jogos e serviços por assinatura começaram a se destacar nesse formato e hoje representam um mercado gigantesco. Contudo, a evolução das compras via celular não parou por aí.

As lojas físicas, que já haviam criado suas lojas virtuais, perceberam que o número de usuários que finalizavam as suas compras via smartphone não parava de crescer. Entretanto, seus sites ainda não estavam adaptados para receber esse tipo de transação e o resultado disso eram consumidores frustrados pela experiência ruim que obtinham.

A era do consumo mobile

Foi a partir da popularização das redes 3G e 4G que o consumo via celular aumentou consideravelmente no país. As principais lojas criaram aplicativos ou versões mobile de seus sites de forma a atender a demanda crescente. Assim, para quem tem uma empresa com presença na web, oferecer um site adaptado para celulares é hoje quase uma obrigação.

De acordo com o CEO da Real Trends, plataforma de análise e gestão de vendas para o Mercado Livre, há cinco anos as vendas via dispositivos mobile representavam apenas 10% do volume total online. Hoje, em muitos casos elas já superam os 60% e a tendência é que esse número aumente ainda mais.

Os celulares estão chegando cada vez mais cedo nas mãos das crianças. Dados da Anatel indicam que hoje há mais números habilitados no Brasil do que habitantes – muitos possuem mais de uma linha em seus aparelhos. Já uma pesquisa da Mobile Time, realizada em parceria com Opinion Box, indicou que nas casas em que há smartphones, mais de 70% das crianças entre 10 e 12 anos já têm o seu próprio celular.

Esses usuários que estão adotando essas tecnologias cada vez mais cedo serão a base dos consumidores do futuro. Portanto, manter a sua empresa adaptada a essa realidade, pensando em sites “mobile first”, é mais do que apenas uma tendência, mas também um caminho sem volta. A presença dos companheiros de bolso deve se tornar ainda mais forte com o passar dos anos.

Portanto, o m-commerce preconiza que os sites mobile devem ser adaptados para os smartphones, sejam eles Android ou iOS. Além disso, deve existir a opção de acesso via navegador. A usabilidade também é um fator determinante. Os sites mobile precisam carregar mais rápido e consumirem menos dados.

Sua empresa está preparada para a era mobile?

Uma tendência observada pelos especialistas no segmento é o fato de que as compras por impulso têm ganhado cada vez mais espaço nos smartphones. Isso ocorre porque os celulares, além de serem uma ferramenta de trabalho, são também o nosso principal objeto de distração. Pense em você mesmo: quando está sem fazer nada e com o celular nas mãos, é bem provável que o seu comportamento seja o de navegar a esmo.

Muitos desses momentos de navegação fazem com que os usuários caiam em páginas de e-commerce. Aquelas que se mostram mais adaptadas para receber os visitantes tendem a ter uma frequência maior de acessos – e alguns desses acessos podem se converter em compras. Uma vez o que consumidor sabe que a página é intuitiva e a empresa em questão é confiável, toda e qualquer oferta apresentada passa a ser uma potencial compra por impulso.

Apesar de essas constatações serem cada vez mais evidentes – faça um teste, dê uma olhada no Analytics da sua página e veja se os números não são próximos a essa realidade – ainda é pequeno o número de empresas que pensa o desenvolvimento de um site mobile como uma prioridade. Em geral, todos eles são uma adaptação de páginas para desktop e, por essa razão, estão longe de apresentar a melhor experiência possível.

Portanto, se a sua empresa busca aumentar o volume de vendas via internet, observar com carinho todo o processo de compra pelo qual o usuário precisa passar quando acessa o seu site via celular é o primeiro passo. Não se trata de apenas adaptar uma versão. Em muitos cenários, o mais recomendado é a construção de uma página do zero, focada em atender as necessidades que o mundo mobile exige.

Esse é um ótimo tema para você discutir com a sua equipe de marketing e com os responsáveis pelo desenvolvimento da sua página. Sem sombra de dúvidas, esse é o ponto onde há mais espaço para melhorias.

E aí, sua empresa já está adaptada a essa realidade? Se a resposta for negativa, é melhor pensar em proporcionar uma melhor experiência para acesso via celular desde já. No futuro, certamente eles se tornarão ainda mais dominantes.

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