O que é ticket médio e como calcular?

Valor médio das vendas é uma das melhores métricas para utilizar em seu planejamento.

Acompanhar métricas é algo essencial para qualquer empresa. Entretanto, algumas delas são tão essenciais que podem fazer a diferença em todo o planejamento do seu negócio. É o caso do chamado ticket médio. Saber o que é ticket médio e o que ele representa é o primeiro passo em um planejamento com relação ao aumento nas vendas.

Por exemplo, você pode aumentar o seu faturamento sem, necessariamente, aumentar o número de clientes. Para isso, será preciso compreender quanto cada um deles gasta em cada compra e procurar meios de fazer com que eles passem a comprar mais. A média de gastos, portanto, aumentará.

Nesse artigo, vamos explicar o significado desse termo, aprender a como calculá-lo e descobrir por que ele é tão importante no dia a dia de uma empresa.

O que é ticket médio?

Ticket médio é o valor gasto por cada cliente quando se divide o número de compras pelo valor obtido. Ou seja, a partir desse cálculo, é possível saber, em média, quanto cada cliente gasta em sua loja por compra. Para que você possa compreender melhor esse conceito, vamos a um exemplo bastante simples.

Vamos supor que um restaurante recebeu dez clientes em uma noite. Os valores gastos em cada uma das comandas foram os seguintes: R$ 120, R$ 135, R$ 85, R$ 210, R$ 115, R$ 125, R$ 90, R$ 100, R$ 200 e R$ 120. Qual é o ticket médio dos clientes que frequentaram o estabelecimento naquele dia?

Para obter esse valor, basta somar o total recebido – nesse caso, R$ 1.300 – e dividir pelo número de comandas. Portanto, temos R$ 1.300 divido por 10, o que dá uma média de R$ 130 por comanda. Temos que esse é então o ticket médio de consumo no restaurante.

Por que é importante saber esse valor?

A partir do momento que você sabe que, em média, cada cliente gasta o equivalente a R$ 130, esse valor passa a ser um parâmetro em seu planejamento. Por exemplo, vamos supor que para operar em uma noite, um restaurante precise receber pelo menos R$ 1.000. Baseado no valor do ticket médio, isso nos leva à conclusão de que é preciso que pelo menos 8 pessoas, que gastem no mínimo R$ 130, venham ao restaurante para que as despesas sejam cobertas.

Em outras palavras, para obter lucro você pode pensar em duas estratégias distintas: aumentar o número de pessoas que frequenta o local ou aumentar o valor média que cada cliente gasta em seu estabelecimento. É justamente nesse ponto que entra em cena o planejamento: como fazer para que isso aconteça?

Voltemos ao exemplo do nosso restaurante. Nesse caso, uma das estratégias para que os clientes consumam mais é a de oferecer sobremesa ao final da refeição. Quando o garçom pergunta se os clientes vão querer sobremesa, as chances de que eles peçam são maiores do que se não houver pergunta alguma.

Nesse caso, a estratégia para potencializar o aumento do ticket médio é fazer com que os funcionários sejam mais proativos, sugerindo itens do cardápio. Bares, por exemplo, investem em melhorias no ambiente e em formas de entretenimento para deixar o cliente mais a vontade por um tempo maior, aumentando as chances de eles permanecerem no local consumindo.

Aumentar o ticket médio: quais as estratégias mais utilizadas?

Você deve ter percebido que aumentar o número de clientes nem sempre é necessário para ganhar mais. Alguns estabelecimentos têm um limite de atendimentos por dia – e nem sempre contam com espaço físico para ampliar esses números. Nesses casos, aumentar o ticket médio é o melhor caminho para aumentar a receita da empresa.

Para isso, há várias estratégias para serem adotadas. Por exemplo: oferecer uma variedade maior de produtos. Essa é a uma tática frequentemente empregada em lojas online. Quando o cliente pesquisa um item, automaticamente o sistema sugere peças similares ou que tenham relação com aquela compra.

Oferecer descontos sobre a compra de dois ou mais itens também é uma maneira inteligente de fazer com que os seus clientes consumam mais. Se o consumidor procura por um livro de finanças, pode ser que ele queira levar também uma agenda ou um caderno de anotações para aproveitar o valor do frete. Essas opções devem sempre ser ofertadas para que o cliente decida o que fazer.

No caso de lojas físicas, há várias maneiras de se pensar em como oferecer mais produtos. Isso passa pelo posicionamento dos itens dentro da loja e chega também aos vendedores, que devem receber treinamento a ponto de disponibilizar para os clientes ofertas extras sem que isso pareça invasivo.

Um bom exemplo disso são os supermercados. Você já percebeu que quando se aproxima do caixa começam a aparecer diversos produtos, como snacks e chocolates? Geralmente, os clientes compram esses itens por impulso, uma vez que eles não figuram na lista de compras por serem considerados supérfluos.

Investindo para obter retorno

Além da oferta direta de produtos, existem outras maneiras de sugerir ao clientes que eles gastem mais em sua empresa. Uma delas é por meio da oferta de brindes. A cada R$ 100 em compras o cliente pode ganhar um chaveiro, por exemplo. Nesse caso, a expectativa do lojista é que aqueles que compram em média R$ 90 gastem um pouquinho mais apenas para obter o brinde.

O brinde em questão pode ser de vários tipos: um chaveiro, uma camiseta, frete grátis ou um cupom de desconto para a próxima compra. O importante é que o cliente tenha a consciência de que gastando um pouco mais ele tem acesso a um benefício exclusivo. Obviamente, do ponto de vista do empresário, o brinde em questão deve ter um valor que justifique o investimento e que seja proporcional à compra.

Oferecer uma TV de brinde para quem compra um carro faz sentido dentro do valor total do produto. Já para quem compra uma camiseta, muitas vezes o frete grátis pode ser a melhor indicação.

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