Não ande mais em círculos: descubra por que muitas estratégias falham

Entenda por que alguns planos traçados pelas empresas acabam se mostrando infrutíferos e saiba como evitar esses erros.

Não existe nada mais desesperador para um empreendedor do que descobrir que a sua estratégia de negócios falhou. Muitas vezes, o passo a passo do que deve ser feito foi seguido à risca e, nesses momentos, se torna ainda mais difícil entender por que muitas estratégias falham.

O fato é que sempre há uma explicação. Ela pode ser a mais óbvia possível ou pode levar em consideração fatores externos, mas a verdade é que sempre é possível diagnosticar a razão pela qual uma estratégia adotada não deu certo.

Uma pesquisa realizada pela Forbes em 2009 com mais de 160 CEOs apontou que 33% das estratégias adotadas pelas empresas acabam falhando. Isso significa que uma em cada três táticas de negócio adotadas não vão dar certo por uma série de razões.

Para que você não fique andando em círculos, listamos aqui algumas das prováveis causas de a sua estratégia não estar dando certo:

1. Fatores externos sempre podem estar presentes

Por mais que uma estratégia de negócios preveja as adversidades que você vai enfrentar, nem sempre é possível imaginar todos os fatores. Assim, o item “circunstâncias externas imprevistas” é o que mais derruba a estratégia das empresas. E como fugir dos imprevistos?

Muitas vezes será inevitável, mas ajuda bastante se você tiver sempre planos alternativos. Para isso, é preciso imaginar os piores cenários e pensar em estratégias que possam ser utilizadas nessas circunstâncias. Em casos mais extremos, pode ser preciso até mesmo mudar completamente o modelo de negócios da empresa. Por isso, tenha em mente que sua estratégia deve ser flexível e prever alternativas.

2. Falta de entendimento entre os envolvidos

Ok, sua empresa chegou a uma estratégia clara e objetiva para atuar no mercado, mas será que todos os integrantes da sua equipe estão cientes de quais são os seus papéis? Muitas vezes a empresa caminha em uma direção, mas alguns setores ficam à margem das decisões e, por conta disso, acabam caminhando em outra.

Esse problema é frequente em empresas cujos gestores não permitem que os seus subordinados participem do processo decisório de alguma forma. Assim, mesmo boas estratégias acabam se perdendo apenas pela falta de entendimento entre quem delega e quem executa. Todos sempre devem estar alinhados para que tudo saia conforme o planejado.

3. Estratégia ruim

Pode acontecer de simplesmente a estratégia escolhida ser ruim. Isso geralmente ocorre porque nem todos os fatores necessários para se tomar uma decisão foram levados em consideração. Talvez em um determinado momento você tenha decidido fazer uma aposta, mesmo contra certos prognósticos, e acabou perdendo.

Muitas decisões são tomadas por intuição, mas nem sempre a intuição se mostra acertada. Por isso, a recomendação é que você envolva o maior número de pessoas possíveis antes de tomar uma decisão e, da mesma forma, procure se cercar dos dados que estiverem disponíveis. Quanto mais embasada for a sua estratégia, menores são as chances de ela ser ruim.

4. A estratégia é boa, mas os recursos humanos não são suficientes

Vamos fazer um paralelo com o futebol para você entender melhor. O Real Madrid é um dos times mais fortes do mundo, reunindo apenas craques de diversas seleções. O clube espanhol vence a maioria das partidas que disputa e tem uma estratégia de jogo forte e consagrada. Será que se outra equipe copiar essa estratégia ela automaticamente vai começar a vencer os jogos? Provavelmente não.

E por que não? Simples. Porque o material humano é diferente. Muitas vezes, as empresas veem modelos de negócio interessantes e tentam reproduzi-los, mas não se dão conta que não têm funcionários capacitados ou em número suficiente para executar tais tarefas. O resultado é uma estratégia boa, mas que sofre na hora da execução, trazendo resultados ruins.

5. Indefinição de responsabilidades

Quando um projeto é definido, a empresa deve determinar uma pessoa para ficar responsável por ele. Essa pessoa é quem terá o poder para tomar decisões no dia a dia e deve acompanhar o desenvolvimento de cada etapa, passo a passo, reportando problemas e corrigindo rotas quando necessário.

O que acontece é que frequentemente se define uma estratégia, mas não há indicação de quem será o responsável por cada uma das responsabilidades. Assim, muita coisa se perde no meio do caminho pelo simples fato de que não há quem cobrar depois de um certo tempo. Quando você cobra todos, sem apontar um responsável principal, a tendência é que os resultados sejam ruins.

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