As principais ferramentas de tecnologia empresarial que você precisa para vencer como um diretor financeiro moderno

Como diretor financeiro, você acredita que tem as competências necessárias para manobrar a sua empresa para enfrentar os desafios que virão? Conheça as principais ferramentas tecnológicas que podem auxiliá-lo.

Qual é a perspectiva de futuro para os diretores financeiros?

Como diretor financeiro, você acredita que tem as competências necessárias para manobrar a sua empresa para enfrentar os desafios que virão?

Hoje você está sob mais pressão do que nunca para promover um impacto real e tangível na sua empresa.

Você deve proporcionar o contexto essencial necessário para que as decisões organizacionais sejam tomadas de forma estrategicamente correta, enquanto colabora com toda a organização mais ampla.

E enquanto você está fazendo isso, você precisa manter os departamentos sob controle, cuidando para restringir os custos, ao mesmo tempo em que promove as oportunidades.

Entender como usar as ferramentas de tecnologia empresarial é vital para alcançar este objetivo.

De acordo com a pesquisa da Ernst and Young, 47% dos diretores financeiros globais dizem que o seu cargo financeiro atual não tem a combinação certa de capacidades para atender às demandas das prioridades estratégicas futuras.

Enquanto isso, o diretor financeiro médio recebe informações tarde demais para tomar decisões 24% das vezes, de acordo com pesquisa do Grupo Aberdeen.

O departamento financeiro sempre foi uma função de relatórios, mas seus diretores entendem que hoje o setor precisa ser um centro de relatórios orientado por dados, conduzindo a iniciativa e estratégia da empresa.

Uma pesquisa de 2016 realizada pela Aberdeen identificou as principais pressões sentidas pelas pessoas que trabalham em organizações financeiras.

Os resultados revelaram que as corporações estão sentindo a pressão para melhorar a qualidade dos dados contábeis e financeiros.

Aberdeen diz:

“O departamento financeiro não é só uma fonte estratégica de tomada de decisão em organizações de todos os tipos, mas também é uma fonte potencial de eficiência que contribui para o balanço final.

Ao conseguir monitorar e medir parâmetros de desempenho mais avançados, fazer previsões e agir rapidamente, os diretores financeiros podem se consolidar como sendo a peça-chave no sucesso da empresa.”

Big Data e análise preditiva

Usar análise de dados não significa fazer isso por fazer – significa usar informações de todos os setores da empresa para ser um verdadeiro parceiro de negócios do diretor-executivo.

Em contabilidade, big data e análises de dados são especialmente úteis na gestão de riscos, detecção de fraudes e análise comercial – descobrindo padrões que outros muito provavelmente deixariam passar.

Para fazer o que a empresa exige dessas ferramentas, você precisa examinar as soluções de tecnologia empresarial que oferecem acesso fácil e rápido a dados financeiros em tempo real, enquanto fornecem competências que permitem que a diretoria do setor financeiro use os dados para a tomada de decisões.

Uma pesquisa feita pela Aberdeen revela que as melhores empresas das suas categorias apresentam maior probabilidade de ter implementado a análise preditiva.

As organizações com análise preditiva também têm uma probabilidade 3,3 maior de ter atualizações em tempo real dos parâmetros financeiros.

“Estas organizações não só podem usar estas informações para ajudar a garantir a conformidade, mas também vão permitir que os diretores financeiros examinem minuciosamente cursos potenciais tanto de ação financeira quanto operacional”, diz o Grupo Aberdeen.

“Conseguir monitorar, medir e modelar mais critérios financeiros e operacionais vai possibilitar alertas automáticos que podem tornar a tomada de decisões muito mais fácil e eficaz.

E usar competências como a análise de cenários vai levar a sua tomada de decisão a um novo patamar.”

A análise preditiva pode beneficiar você e seu departamento financeiro especialmente quando se trata de gestão do fluxo de caixa.

Insights sobre saldos de caixa – e a análise de como usar esse dinheiro vivo – são fundamentais para liberar o capital de giro.

Isto também vai ajudá-lo na previsão de caixa e vai melhorar a sua capacidade de investir o capital de giro de modo eficiente.

A Aberdeen diz que as organizações que utilizam análises têm 4,3 vezes mais chances de conseguir otimizar e automatizar estratégias de cobertura, e também 87% mais probabilidade de ter a capacidade de investir o dinheiro excedente no fim do dia.

Piers Ede, chefe do departamento digital na Company Debt, diz que você deveria aumentar o seu papel tradicional com o conhecimento de análise de dados e trabalhar mais de perto com diretores de TI em geral.

Ele diz:

“O maior desafio de um diretor financeiro em fazer isso é gerenciar os volumes de dados cada vez maiores e reunir o que é importante a partir deles.

Qualquer que seja a indústria em que você se encontra, você terá que aprender a se ver como uma empresa de tecnologia antes de mais nada.

Esses diretores financeiros que estão na vanguarda dessa transformação entendem o significado da análise de dados e do setor financeiro, e estão em uma posição única de entender e definir a estratégia corporativa.”

Adrian O’Connor, sócio fundador da Global Accounting Network, diz:

“Os clientes com os quais trabalhamos não esperam nada menos do que um diretor financeiro que tenha um sólido entendimento de como o big data pode ser aproveitado para apoiar a estratégia organizacional mais ampla.

Excel avançado deixou de ser suficiente.

Como qualquer sistema ou mudança cultural, os três maiores componentes são a estratégia, a tecnologia e as pessoas.

Os diretores financeiros que desejam implementar big data nas suas organizações precisam conseguir a combinação certa destes três componentes para gerar mudanças dentro da própria empresa.”

Ferramentas de automação financeira

A automação permite que você se concentre em orientar empresas, ao invés de passar o dia fazendo cálculos que tomam muito tempo.

Adrian diz:

“A análise de dados automatizada não só fornece insights para ajudar a informar decisões de negócios futuros, como também libera recursos do diretor financeiro para que ele se concentre na estratégia.”

“Ela diminui a dependência no capital humano e proporciona à diretoria um conjunto mais amplo de análise de dados no qual podem basear a sua tomada de decisão.

Isto significa que se pode analisar uma série de fatores muito maior ao tomar as decisões.”

A automação pode agilizar e suavizar os processos financeiros para o diretor financeiro que está por dentro da tecnologia e é orientado por dados, melhorando, assim, a qualidade dos dados e aumentando a produtividade dos funcionários do setor de finanças e contabilidade.

Você deve voltar-se para automação, pois ela pode:

Minimizar a intervenção manual em operações financeiras e outras tarefas relacionadas com contabilidade, como registros no livro razão e reconciliações.

Preenchimento automático.

Isso pode envolver o uso de dados dos sistemas de Gestão de Empresarial e ERP para preencher modelos de arquivos.

Reduzir o potencial de erros humanos.

Aumentar e acelerar o prazo de execução.

Melhorar o uso do tempo dos funcionários através de redução de um processo manual.

É importante entender que há uma correlação entre as organizações que se empenharam em fazer uma “transformação financeira melhorada” e níveis mais elevados de adoção de soluções de relatórios automatizados.

Vale a pena considerar o uso da automatização no seu cargo – há muito motivos para fazê-lo, incluindo:

Automatização pode melhorar os dados financeiros fornecendo-os com contexto e uma clara história.

A Aberdeen diz que os usuários de soluções de relatórios financeiros com automatização apresentam probabilidade 5,4 vezes maior de fornecer análise narrativa com os dados apresentados.

A automatização permite agregar dados e análises de várias transações.

Isso ocorre por conta dos relatórios dimensionais, que permitem que vários códigos sejam usados para gerar gráficos a partir de conjuntos compostos de dados.

Os usuários de relatórios financeiros com automatização apresentam 87% mais chances de ter a capacidade de gerar relatórios dimensionais múltiplos.

Os parâmetros de medição em tempo real melhoraram a qualidade dos respectivos downstreams de dados e a eficiência dos relatórios preparados.

Quando os dados de entrada são enviados em tempo real, ao invés de em lotes, isso reduz o prazo de execução necessário para completar os relatórios e evita lacunas nos dados financeiros.

Os usuários de relatórios financeiros com automatização apresentam probabilidade 80% maior de ter parâmetros financeiros em tempo real.

É importante estar atento a uma medição da Aberdeen, que mostra as diferenças entre os líderes e as empresas restantes no setor de gestão financeira.

Há uma grande coincidência entre os líderes que utilizam soluções com relatórios automatizados quando se trata de capacidades fundamentais de melhoria de desempenho.

Quais outras tecnologias empresariais você deveria acompanhar?

Adrian O’Connor acredita que você deve acompanhar de perto a ascensão da blockchain, uma tecnologia emergente que tem um enorme potencial para causar impacto na forma como o setor financeiro faz negócios.

Desenvolvido originalmente como parte da moeda digital Bitcoin, a blockchain tem evoluído desde então como um aplicativo viável para registros e reconciliações fundamentais.

Na sua essência, a blockchain é um registro de transações que podem ser qualquer movimento de dinheiro, bens, ativos ou dados seguros.

Muitas empresas estão em uma fase inicial de adoção da blockchain ou estão investindo em fornecedores que trabalham com a tecnologia.

Adrian diz:

“A minha previsão é que o conhecimento sobre a tecnologia de blockchain será uma competência cada vez mais procurada em 2018 e além.

A combinação entre bom senso financeiro e empresarial dos profissionais de finanças do nível de diretoria vai posicioná-los como consultores fundamentais para as empresas que estão se aproximando dessas novas tecnologias à procura de oportunidades.

“Indo além, os profissionais mais procurados serão aqueles que poderão orientar sobre a adoção da blockchain, agindo como a ponte entre os especialistas digitais e os investidores empresariais.”

A tecnologia de inteligência artificial avançada, como aprendizagem automática, tem o potencial de melhorar ainda mais a automatização, eliminando a necessidade de máquinas baseadas em regras e, em vez disso, usar tecnologia de aprendizagem.

A tecnologia de aprendizagem automática, por exemplo, poderia permitir fazer sugestões sobre achar pagamentos correspondentes a faturas.

Adrian acredita que o elemento de processamento da contabilidade será cada vez mais emulado pela tecnologia, como a inteligência artificial.

No entanto, ele acredita que as pessoas são vitais, sobretudo em fazer o melhor uso desse tipo de tecnologia.

Ele diz:

“Os sistemas estão se tornando cada vez mais automatizados, mas as pessoas ainda são necessárias para implementar e gerenciar o software, para atualizar códigos em conformidade com a legislação que está sempre mudando e para analisar os fatos constatados com a vantagem da inteligência emocional.

A aprendizagem automática pode possibilitar que robôs descubram padrões estabelecidos, mas se a sua organização estiver prestes a identificar e explorar um fluxo de receitas totalmente novo, é provável que seja um ser humano que vai descobrir a oportunidade.

Habilidades humanas inatas como a criatividade e a afinidade permanecem no domínio das pessoas.

Embora as máquinas possam fazer um grande volume de cálculos – geralmente com maior eficiência devido a tamanhos maiores de amostra – profissionais precisam estar presentes para policiar os sistemas e aplicar os ‘freios humanos’ – sobretudo na medida em que os sistemas de autoaprendizagem começam a tomar decisões próprias de nível mais elevado.”

Tecnologia empresarial se traduz em mais tempo para a estratégia

Adrian acrescenta:

“O aumento da automatização no setor financeiro colocou uma nova ênfase sobre a importância das habilidades ‘humanas’ inatas, como a criatividade.

E com as tarefas conduzidas por processos cada vez mais delegados à tecnologia, profissionais de finanças do nível de diretoria podem assumir uma parcela maior de responsabilidade da diretoria executiva.”

Este aumento de responsabilidade já está acontecendo.

Em média, agora cinco cargos, fora finanças, estão subordinados ao diretor financeiro global, segundo a McKinsey & Company.

Mais da metade dos diretores financeiros dizem que os setores de risco, conformidade com regulamentos, transações de fusões e aquisições e execução estão subordinados diretamente a eles.

Enquanto isso, 38% dos diretores financeiros são responsáveis pela tecnologia da informação, com alguns até mesmo gerenciando a cibersegurança e a digitalização.

McKinsey também afirma que a maioria dos diretores financeiros sabem que o seu papel vai continuar mudando e que se espera que eles se ajustem ao novo curso dos acontecimentos.

Além do setor de finanças, eles também têm que se concentrar na liderança estratégica, transformação organizacional e na gestão de desempenho – 72% dos diretores financeiros disseram que estão muitos envolvidos ou são um dos executivos mais envolvidos na alocação de funcionários e recursos financeiros.

Além de liderar em termos estratégicos, espera-se que os diretores financeiros gerenciem suas equipes para o sucesso.

As expectativas sobre o que você pode entregar vão continuar aumentando.

O relatório “View from the Top” da KPMG diz que 63% dos diretores-executivos de organizações de alto desempenho acreditam que o papel do diretor financeiro vai aumentar em importância nos próximos três anos.

Adrian diz:

“É claro que uma série de competências desejadas dependem muito dos pontos fortes atuais do restante da equipe de alto escalão, mas não há dúvidas de que o diretor financeiro está em mutação e está transformando-se em um cargo mais abrangente e mais desafiador.”

Como o seu cargo está mudando e como você está usando tecnologia empresarial para atingir as metas da sua empresa?

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Asavin Wattanajantra é escritor empresarial global da Sage, com uma década de experiência trabalhando com marcas de tecnologia no meio B2B.

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