4 tendências de negócio para investir em 2019

Aprenda quais são as áreas que devem estar em evidência no próximo ano e que têm maior potencial para receber investimentos.

O ano de 2019 promete ser diferente na economia brasileira. A eleição democrática do novo Presidente da República deve pôr um fim ao cenário de incertezas dos últimos anos e, para os empreendedores, é hora de pensar nas tendências de negócios para investir em 2019.

Quando falamos em previsões e tendências, devemos levar em consideração que não se trata de certezas. O mundo dos negócios está cada vez mais dinâmico e oportunidades surgem com a mesma velocidade que desaparecem. Em seis meses, muita coisa pode mudar. No entanto, a análise de tendências nos mostra um caminho que, na maioria das vezes, acaba se confirmando.

Nesse artigo, listamos algumas tendências de negócios para investir em 2019, apontadas por especialistas e por alguns dos sites brasileiros mais conhecidos do mercado. A ideia é indicar aqueles segmentos mais propensos a seguirem em alta no ano que se inicia. Você está prestes a abraçar um novo desafio? Então fique de olho nessas oportunidades.

1. De olho na alimentação saudável

Nos últimos anos, os consumidores passaram a se preocupar mais com aquilo que consomem e com a alimentação não foi diferente. Atualmente, vemos uma tendência de maior procura por itens sem glúten, sem lactose, lights ou dietéticos. Dados do Euromonitor International apontam que esse segmento vem crescendo em média 12% ao ano desde 2012.

A principal barreira que existia era a questão da informação. Antes, as pessoas não se davam conta de que poderiam precisar disso e, por essa razão não viam justificativa para pagar um pouco mais por esses produtos. Hoje, contudo, muitos desses conceitos estão bastante difundidos, de forma que a tendência é que esse público não pare de crescer.

Assim, estabelecimentos voltados à venda de produtos naturais e suplementos alimentares, por exemplo, se constituem em uma aposta de baixo risco para o ano que se inicia. Obviamente, é preciso avaliar outros fatores, como a região e a concorrência, mas em linhas gerais essa é uma tendência consolidada.

2. Economia compartilhada: serviços na palma da mão

Pense por um momento em quantos serviços que são acessados via celular você utiliza hoje. Um usuário médio tem pelo menos três ou quatro aplicativos que podem ser considerados parte da chamada “economia compartilhada”. São apps que chegaram há pouco tempo em nossas vidas, mas mudaram completamente a maneira como nos relacionamos com algum serviço.

Podemos citar como principais exemplos o Uber e o Airbnb. Procurar um meio de transporte particular que não fosse um táxi ou fazer uma reserva de hospedagem em algo diferente de um hotel são ações que eram praticamente impensáveis há cerca de cinco anos. Em menor escala, muitos serviços locais deslancharam, especialmente ligados à alimentação e entregas.

Sendo assim, essa é uma tendência que deve permanecer não apenas em 2019, mas por muitos anos. Para o empreendedor, a missão é identificar nichos de mercado nos quais exista um problema a se resolver – ou uma forma de atendimento que possa ser melhorada. O espaço para inovação existe, cabe a você encontrar desenvolvedores e investidores que estejam dispostos a transformar essas iniciativas em realidade.

3. Coaching: desenvolvimento de competências em alta

Outra tendência que é visível, especialmente nos grandes centros, é a do coaching. Trata-se de uma ferramenta que permite às pessoas desenvolverem competências e aptidões nas mais diversas áreas, seja no âmbito pessoal ou profissional. Não se trata de terapia, psicanálise ou psiquiatria, mas sim de métodos focados no desenvolvimento de práticas.

De acordo com a International Coach Federation, somente em 2015 esse setor movimentou cerca de US$ 2,3 bilhões – um crescimento de 18% em relação a 2011. A versatilidade desse tipo de negócio é um dos diferenciais, pois como microempreendedor você pode oferecer consultoria em áreas que tenha domínio.

Por exemplo, um bom administrador pode oferecer conselhos na área de gestão, sejam eles focados para o mundo empresarial como para a vida pessoal. Tudo vai depender da sua capacidade de transmitir informações e estreitar os laços de aprendizado com os seus coachees. Contudo, é importante ressaltar que é preciso ter formação para exercer essa profissão. A boa notícia é que os cursos não são muito longos.

4. Clubes de assinatura: receba no conforto do lar

Esse nicho de mercado não é exatamente uma novidade. Já nos anos 80, muitas empresas levantaram um bom capital com clubes de livros no Brasil. Entretanto, a era da internet ampliou as possibilidades de segmentação e nos últimos anos os clubes de assinatura começaram a voltar com força.

Hoje temos pacotes de livros, cervejas artesanais, vinhos, itens colecionáveis e até mesmo produtos fitness. A ideia é surpreender o cliente, apresentando a ele itens que o façam gostar e se envolver ainda mais com um determinado segmento. Os amantes das cervejas, por exemplo, adoram experimentar rótulos de diferentes países.

Para agregar valor ao material entregue, são adicionados ainda conteúdos como livros, revistas e encartes que explicam melhor a razão da escolha dos itens em questão. Em 2017, havia cerca de 350 empresas no país atuando neste segmento e a estimativa de faturamento para 2018 é de cerca de R$ 780 milhões – um crescimento de 8% em relação ao ano anterior.

Fique atento à organização do empreendimento

Se você está pensando em iniciar um novo negócio em 2019, seguindo uma dessas tendências, a nossa recomendação é que você comece as suas pesquisas desde já. O tempo médio de maturação de uma ideia até a sua viabilização, em geral, gira em torno de seis meses a um ano, podendo ser até menos se o empreendedor já tem alguma experiência na área.

Entretanto, há muitos aspectos que devem ser observados, como questões de logística, tributação, investimento inicial, capital de giro, prazo de retorno do investimento, autorizações, certificações e muitas outras questões. Quanto antes você começar a colocar as suas ideias no papel – e partir para a prática – maiores são as chances de conseguir surfar nessa onda.

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