Como será o varejo do futuro?

Inovar e criar experiências memoráveis para o consumidor. O futuro das marcas e das lojas de varejo passa por redefinir as experiências de compra, tornando-as mais acessíveis, prazerosas e satisfatórias para os consumidores. Porém, adivinhar como será o varejo do futuro não é uma tarefa simples, mas há vários caminhos a serem observados.

A Amazon, por exemplo, se coloca na vanguarda das inovações e impressiona o mercado mundial com seus números. De acordo com uma publicação do site inglês Campaign Live, a empresa deverá amealhar cerca de 50% do mercado de e-commerce norte-americano até 2021. Ao mesmo tempo, se prepara para investir em lojas físicas espalhadas pelo país.

As investidas da gigante do comércio eletrônico provam que não apenas ela, mas que também as principais marcas precisam estar conectadas aos seus consumidores, fazendo com que a mensagem chegue onde eles estão – seja lá qual for esse lugar. Um novo comportamento de compras está prestes a surgir e se antecipar a ele pode ser a chave para o sucesso do seu negócio.

Vá direto ao consumidor

Já é passado o tempo em que o consumidor ia em busca de uma determinada marca para procurar as suas novidades. No mundo de hoje, estamos mais acostumados a receber informações do que a buscá-las. Por meio das redes sociais, somos constantemente bombardeados com anúncios e mensagens de todos os tipos.

Esperar que o consumidor tenha na maioria dos casos um comportamento proativo é uma característica restrita apenas às grandes marcas – e mesmo elas estão vendo isso mudar. Sua empresa precisa estar presente onde quer que o consumidor esteja. A ideia por trás disso é que o canal de vendas seja múltiplo. Em outras palavras: o consumo pode ocorrer em qualquer lugar.

O propósito é mais importante do que a plataforma

Esqueça a ideia de que é preciso dominar uma determinada plataforma para conquistar os consumidores. Não se trata de domínio dos canais, mas sim de afiar o discurso e ter a certeza de que você está passando a mensagem correta no canal correto. Esse pensamento se deve ao fato de que os canais mudam, mas aquilo que o consumidor espera de você precisa ter uma conectividade maior.

Um exemplo disso é o Snapchat. Seu sucesso repentino nos Estados Unidos fez com que uma série de marcas corresse para a plataforma apenas para “marcar presença”. Entretanto, em um espaço onde a naturalidade impera, qualquer discurso que não soe dessa forma pode até mesmo afastar a marca dos clientes. Sem um discurso sólido ou um propósito por trás das ações, a tendência é a rejeição do consumidor.

É preciso compreender cada canal e plataforma, como o público se comporta neles, ao invés de sair colocando a sua marca em tudo.

A experiência é o que importa

E dentro de uma loja, o que o novo consumidor espera dos varejistas? Segundo uma pesquisa realizada pela IBM, 83% dos entrevistados defenderam que nas lojas eles querem ter a experiência de poder ver, tocar e sentir um produto. Isso nos faz pensar no grande número de lojas que ainda guardam certos produtos em redomas de vidro, longe das mãos dos visitantes.

Da mesma forma, quando o consumidor procura um ambiente de varejo, o que ele quer é encontrar vendedores que possam sanar todas as suas dúvidas com relação ao produto. Ou seja, é de suma importância que seus vendedores estejam bem preparados e tenham conhecimento profundo sobre os itens vendidos. E quando falamos isso é muito mais do que decorar a tabela de especificações dos produtos.

É realmente conhecer os personas dos consumidores, o que eles esperam e quais são os principais fatores para converter um argumento em venda.

Novas tecnologias devem ser implementadas

Realidade virtual e realidade aumentada são dois assuntos que estão em pauta no mundo da tecnologia. O primeiro permite que o consumidor tenha, dentro da sua casa, uma experiência de compra similar àquela que teria caso estivesse em uma loja. É como se você fosse teletransportado para um ambiente onde pudesse fazer compras.

Já no segundo caso, a realidade virtual permite que os itens que você visualiza na loja possam vir acompanhados por informações adicionais. Nos dois casos, entretanto, falamos de usos inteligentes e inovadores da tecnologia para aperfeiçoar a experiência de compra, proporcionando ao consumidor uma forma completamente diferenciada de interação.

Tenha algo a dizer

Embora a tecnologia funcione em todos os casos como um facilitador – e é importante que você veja as possibilidades que cada uma delas oferece –, o item que deve ser observado sempre em relação às lojas e às marcas é o discurso. O que a sua empresa tem a dizer e qual é o público que você quer atingir?

Quanto mais planejada e precisa for essa resposta, maiores são as suas chances de sucesso. Abrir as portas e ficar esperando que os clientes entrem e comprem é hoje uma forma rudimentar de pensar o negócio. É preciso que eles queiram entrar – e não apenas sejam convencidos a entrar – e que quando entrem possam desfrutar de uma experiência de atendimento sem igual.

LEIA MAIS:

Compartilhe: